A ATUANTE FORÇA TÁTICA DO 24º BPM/I
Em
recente conversa com o Major PM Osmar Luiz Giacon Santa Rosa, Coordenador Operacional
no 24º BPM/I, sediado em São João da Boa Vista, SP – auxiliado pelo Capitão PM Danilo
Carvalho Adair, Comandante da Companhia de Força Tática do mesmo Batalhão –,
foi possível conhecer melhor esse programa de policiamento especializado
recém-inaugurado para oferecer maior sensação de segurança à população atendida
pelo 24º BPM/I. Parabéns a todos os envolvidos nesta grande conquista.
***
A recente inauguração da Força Tática no 24º BPM/I traz, de pronto, ao grande
público duas questões: Que é uma Força Tática? A Rocam faz parte da Força
Tática ou está apenas acoplada a ela? Dê detalhes.
Força Tática é um
programa de policiamento e está normatizado por uma Diretriz interna. As
equipes de Força Tática atuam como tropa reserva do Comandante do Batalhão,
reforçando o policiamento ostensivo e ações de polícia em situações mais
complexas, empregando policiamento especializado, com maior poder de resposta,
além de atuar em ocorrências que extrapolam a capacidade do policiamento de
área.
A Força Tática não substitui o policiamento de área, ela complementa e
potencializa sua capacidade operacional.
A Força Tática do 24º
BPM/I não conta com ROCAM, apenas viaturas quatro rodas. A ROCAM será
considerada Equipe Tática quando composta por 03 (três) motociclistas atuando
conjuntamente, um por motocicleta, devidamente comandada por Oficial ou
Subtenente/Sargento PM;
Qual o impacto da Força Tática tanto para o policiamento de área quanto para a
população das cidades que compõem o 24º BPM/I?
No campo operacional, a
Força Tática atua como vetor de incremento da eficiência do policiamento
ostensivo, por meio do emprego de equipes especializadas, com elevado nível de
capacitação técnica e tática, direcionadas à repressão qualificada da criminalidade,
em especial nas abordagens, prisões em flagrante delito, captura de procurados
pela Justiça e enfrentamento aos crimes de maior potencial ofensivo. Essa
atuação contribui diretamente para a elevação dos indicadores de produtividade
policial e para o fortalecimento do apoio estratégico ao rádio patrulhamento
convencional.
Sob a perspectiva
institucional e social, a presença da Força Tática exerce relevante efeito
dissuasório, ampliando a sensação de segurança e a percepção de controle
territorial pelo Estado. Para o cidadão de bem, essa atuação reforça a
confiança na Polícia Militar, transmite pronta capacidade de resposta e promove
maior estabilidade da ordem pública, refletindo positivamente na credibilidade
da Instituição e na relação com a comunidade.
Quais são os pré-requisitos para ser integrante da Força Tática e da Rocam
(tempo de estágio, o que se aprende etc.)?
A doutrina de Força
Tática abrange aspectos técnicos e profissionais voltados à formação do
policial, objetivando a máxima segurança e eficiência do serviço prestado, prezando
por ações com base legal e preservação da ordem pública. Sua aplicação inclui
detalhes desde a postura do policial durante o patrulhamento, o fornecimento de
uma simples informação ou o preenchimento de documentos, até o desenrolar de
ocorrências complexas envolvendo a vida de civis e policiais, inclusive com a
participação de outras unidades policiais ou entidades estatais.
O policial militar estagiário de Força Tática receberá, ao longo do tempo, diversas informações e ensinamentos, participando de instruções que devem ser realizadas ao início de cada serviço, podendo ser em conjunto com todo o pelotão ou ser submetido a instruções específicas realizadas por integrante(s) do pelotão que possua vasto conhecimento em determinado tema.
O estágio visa preparar o policial militar, tática e tecnicamente, para exercer as atividades de patrulhamento ostensivo motorizado de Força Tática, tendo em vista as peculiaridades inerentes ao policiamento executado pela Força Tática, objetivando o preparo psicológico, técnico e prático do policial militar recém-chegado na unidade, sendo dividido em estágio de observação, estágio de participação e avaliação de desempenho, sendo que todos os estagiários serão acompanhados por um preceptor, em regra um policial militar mais antigo, podendo ser um Soldado PM, Cabo PM ou Sargento PM.
O estágio de observação tem duração em média de 45 dias aproximadamente e tem como objetivo dar ao PM as linhas mestras do policiamento executado pela Força Tática. Neste período, o PM estagiário não participa diretamente das ocorrências e apenas observa atentamente como os PM’s da equipe executam suas atividades relativas ao policiamento. Nesta fase, o estagiário participa de visitas e realiza trabalhos manuais de diversos assuntos pertinentes, sendo ainda incluso em ambos os períodos do estágio, instrução e técnicas relativas ao controle de distúrbios civis e matérias correlatas. É nesta fase que o estagiário é muito exigido no aspecto administrativo; manuseio dos mapas das cidades, preenchimento de talões de ocorrências e demais documentações referentes ao policiamento de Força Tática.
Após a primeira fase do estágio (estágio de observação), inicia-se o estágio de participação, que tem seu início após 45 dias e se estende por aproximadamente 90 dias, incluindo o estágio de observação. Neste período, o PM estagiário começa a ter participação nas atividades diárias do policiamento e a executar as funções inerentes aos seguranças da equipe de Força Tática, isto é, fazer buscas pessoais, vistorias em autos suspeitos, verificação e localização dos chassis de todos os tipos de veículos, como se portar como condutor de ocorrências nos distritos policiais, postura durante depoimentos e outras condutas que se fazem necessárias durante o desenrolar das ocorrências em que se envolve. No final do estágio, dependendo da evolução profissional do PM estagiário, a critério dos comandantes de pelotão, o mesmo poderá assumir o lugar de 4° homem da equipe a fim de ser testada a sua capacidade profissional, tirocínio, perspicácia e outras qualidades, físicas, morais, psicológicas e emocionais.
Superadas as duas fases do estágio, em reunião com o pelotão e caso aprovado, será marcada data e hora para o recebimento do braçal, que simboliza a vitória, sendo, a partir deste momento, integrado ao pelotão tático, devendo sempre presar pela doutrina, camaradagem e orgulho em pertencer à Força Tática do 24º BPM/I.
Há quanto tempo foi criado o 24º BPM/I, quais cidades abrange e qual seu grande
desafio hoje?
O 24º BPM/I foi fundado em 30 de março de 1979 e é abrangido pelos seguintes municípios: Aguaí, Águas da Prata, Caconde, Casa Branca, Divinolândia, Espírito Santo do Pinhal, Itobi, Mococa, Santa Cruz das Palmeiras, Santo Antônio do Jardim, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Tambaú, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul. O grande desafio do 24º BPM/I é proteger vidas e garantir a ordem pública por meio de um policiamento ostensivo eficiente e inteligente. Isso se traduz no atendimento qualificado à sociedade, com foco permanente na redução dos indicadores criminais e no aumento da produtividade policial-militar. Tal desafio é enfrentado por meio do incremento do policiamento ostensivo, do emprego estratégico dos recursos humanos e materiais e da adoção de práticas baseadas em análise criminal, prevenção e pronta resposta, sempre alinhadas aos princípios da legalidade, da hierarquia, da disciplina e da dignidade humana.
Vanderlei de Lima


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