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O POLICIAL MILITAR É PSICOPATA?

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  (Imagem gerada por IA) Com certa frequência, policiais militares me fazem esta pergunta: “Professor, o policial militar é psicopata? Porque a nossa profissão parece estranha. Enquanto todos correm para se esconder dos criminosos, nós vamos de encontro a eles. Isso é natural?” O presente artigo responde que a atitude do PM é normal e, de modo conciso, explica o porquê. De antemão, parece importante deixar claro o que segue: não quero, de modo algum, dizer que a Polícia Militar está, enquanto instituição, isenta de psicopatas. Digo sempre que a psicopatia é democrática, por isso independe de profissão, religião, país, classe social etc. Logo, na PM deve haver (e por certo há) indivíduos psicopatas. Todavia, o fato de querer ser ou de já ser policial militar não é um indicativo de psicopatia; e por que não? Porque o psicopata é alguém com um defeito de caráter genético e herdado: nasce, vive e morre assim. Tal defeito, caracterizado pela normalidade das funções cognitivas, mas pela ...

ERROS EM FILMES SOBRE PSICOPATAS

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  Há, no meu entender, três grandes erros na maioria dos filmes sobre psicopatas. Este artigo visa, de modo breve, expô-los e desmistificá-los. O primeiro erro é retratar o psicopata adulto como alguém que sofreu abusos na infância. Ora, isso é falso. Quem foi vítima de maus tratos na infância nunca desenvolverá a psicopatia, transtorno da personalidade genético e herdado, não adquirido socialmente (cf. Hilda Morana. Sobre psicopatia . São Paulo: Sparta, 2024, p. 133). O que pode – se tiver predisposição genética para tal – é o sujeito vir a desenvolver algum transtorno psíquico, não a psicopatia. É Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra carioca, quem nos diz o que segue: “Uma pessoa com predisposição genética a quadros de psicose e que seja submetida a situações de estresse constante (como no bullying , por exemplo) não é capaz de suportar. Isto é, a partir dos assédios morais sofridos, uma doença mental que ainda estava latente (adormecida) passa a gritar furiosamente, com distorç...

ENTREVISTA COM O 2º TENENTE PM ROCHA (34º BPM/I)

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(Foto antiga fornecida pelo entrevistado)  Em uma tarde destas, tive a oportunidade de convidar o agora aposentado 2º Tenente PM Rocha (muito conhecido, na ativa, pelo posto que tinha: subtenente Rocha) para um café e uma conversa sobre sua trajetória na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ele ingressou na instituição, como soldado, em 1992, passou a cabo em 1996, a 2º sargento em 2008, 1º sargento em 2012 e a subtenente em 2015. Sempre muito atuante, deixa um legado de muita vontade de trabalhar, dentro da lei e da ordem, pelo bem da população cada vez mais à mercê de criminosos perversos. Fique, nesta breve entrevista, registrada a nossa modesta homenagem ao agora 2º Tenente PM Rocha.   ***   Como nasceu o seu desejo de ser policial militar e qual foi a trajetória inicial até a promoção a cabo?   Aos 20 anos, tinha uma vida de quem gostava de trabalhar e praticar esportes; uma vida de liberdade e solitária. Foi trabalhando que fiz amizades e escutei os ...

ENTREVISTA COM O TENENTE PM JOÃO FELIPE

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  Prezado(a) leitor(a), tive a oportunidade de conversar com o 1º Tenente PM João Felipe – atualmente atuando no Comando de Policiamento da Capital (CPC), da PMESP –, e competente conhecedor do Direito Militar, sobre a sua trajetória de vida até se tornar oficial da PMESP e professor. Segue o resultado da frutuosa conversa. ***   Comente um pouco sua trajetória até chegar à Academia do Barro Branco e o período em que lá esteve como aluno oficial?   Como sou filho de pai policial militar, desde a minha infância frequentei quartéis da Polícia Militar, o que, indiretamente, influenciou na minha decisão de também seguir esta profissão quando ainda frequentava o Ensino Médio. Assim, após finalizar o estudo regular, meus pais me proporcionaram a realização de curso preparatório, quando, após quatro tentativas em anos consecutivos, consegui ser aprovado e tornar-me Aluno Oficial do Curso de Formação de Oficiais em 2016 (neste período trabalhei em diversos lugares: co...

MORTICÍNIO EM ESCOLA CANADENSE

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  (Imagem ilustrativa com a respectiva fonte) No dia 10/02 último, Jesse Van Rootselaar – ex-aluna da Tumbler Ridge Secondary School, colégio de Ensino Médio da cidade de Tumbler Ridge, no Canadá, de 160 alunos –, invadiu a referida escola, com uma arma de fogo, assassinou pessoas e, em seguida, suicidou-se. Comentemos a chocante ocorrência. Antes do mais, convém afirmar que tal ato é definido, hoje, pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) como ataque ativo . Refere-se a um indivíduo [ou mais, às vezes] ativamente envolvido em matar ou tentar matar, no menor espaço de tempo, pessoas em uma área confinada e povoada. Na maioria dos casos, o atacante ativo usa armas de fogo, mas pode se valer também de facas, explosivos, veículos etc. e tem, via de regra, uma ligação com o local a atacar. Tal é o caso de Jesse. Temos afirmado, à luz de pareceres de vários estudiosos, que três tipos de pessoas podem ser autoras desses ataques: 1) O psicopata. A Dra. Hilda Morana afirma que...

A ATUANTE FORÇA TÁTICA DO 24º BPM/I

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(Foto fornecida pelo Batalhão) Em recente conversa com o Major PM Osmar Luiz Giacon Santa Rosa, Coordenador Operacional no 24º BPM/I, sediado em São João da Boa Vista, SP – auxiliado pelo Capitão PM Danilo Carvalho Adair, Comandante da Companhia de Força Tática do mesmo Batalhão –, foi possível conhecer melhor esse programa de policiamento especializado recém-inaugurado para oferecer maior sensação de segurança à população atendida pelo 24º BPM/I. Parabéns a todos os envolvidos nesta grande conquista. *** A recente inauguração da Força Tática no 24º BPM/I traz, de pronto, ao grande público duas questões: Que é uma Força Tática? A Rocam faz parte da Força Tática ou está apenas acoplada a ela? Dê detalhes . Força Tática é um programa de policiamento e está normatizado por uma Diretriz interna. As equipes de Força Tática atuam como tropa reserva do Comandante do Batalhão, reforçando o policiamento ostensivo e ações de polícia em situações mais complexas, empregando policiamento especial...

CÂMERAS POLICIAIS EM DEBATE

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  A implementação das câmeras corporais (BWCs) nos PMs foi recebida como a panaceia para os dilemas da transparência e da legitimidade no uso da força, mas a realidade não é bem esta. Com efeito, o entusiasmo tecnológico atropela uma realidade científica incontornável: o vídeo não é espelho fiel da experiência humana. Eis porque apresento evidências segundo as quais a dependência exclusiva dessas imagens, sem a devida contextualização neurobiológica, pode corromper a justiça que se pretende promover. Em estudos recentes, comparamos as gravações de BWCs com o rastreamento ocular de policiais em cenários de alta fidelidade. Os resultados são definitivos: enquanto os olhos dos agentes registraram 80,5% dos incidentes críticos, as câmeras capturaram apenas 66%. Há uma lacuna de quase 15% de informações vitais que o sensor eletrônico, fixo e limitado, simplesmente ignora. Eventos cruciais, como o momento exato em que um suspeito recupera uma arma, foram registrados pela visão humana em ...