ENTREVISTA COM O 2º TENENTE PM ROCHA (34º BPM/I)

(Foto antiga fornecida pelo entrevistado) 

Em uma tarde destas, tive a oportunidade de convidar o agora aposentado 2º Tenente PM Rocha (muito conhecido, na ativa, pelo posto que tinha: subtenente Rocha) para um café e uma conversa sobre sua trajetória na Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Ele ingressou na instituição, como soldado, em 1992, passou a cabo em 1996, a 2º sargento em 2008, 1º sargento em 2012 e a subtenente em 2015. Sempre muito atuante, deixa um legado de muita vontade de trabalhar, dentro da lei e da ordem, pelo bem da população cada vez mais à mercê de criminosos perversos.

Fique, nesta breve entrevista, registrada a nossa modesta homenagem ao agora 2º Tenente PM Rocha.

 

***

 

Como nasceu o seu desejo de ser policial militar e qual foi a trajetória inicial até a promoção a cabo?

 

Aos 20 anos, tinha uma vida de quem gostava de trabalhar e praticar esportes; uma vida de liberdade e solitária. Foi trabalhando que fiz amizades e escutei os mais velhos que indicaram o serviço militar por verem que eu tinha aptidão. Inicialmente, foi um desafio que se tornou uma meta.


Comente alguns aspectos importantes do seu tempo de Polícia (ocorrências de destaque, por exemplo, cursos, lugares em que atuou).


Trabalhei, inicialmente, em Jundiaí, na época de formação, e graças à colocação no curso vim para Amparo no início da carreira. Assim, fui conhecendo os PM mais antigos e com pouco tempo prestei para cabo a fim de ter mais liberdade para trabalhar.


O meu interesse em prestar, depois, para sargento foi de ter mais autonomia no trabalho. Já a saída para são Paulo foi uma aventura e experiência inigualável. Conhecer Batalhões de elite da Polícia Militar, como o 2º de Choque, o 3º de Choque e a Rota. O aprendizado e a oportunidade de fazer cursos perduram até hoje.


Ocorrências críticas como a Rebelião do famoso presídio do Carandiru, penitenciárias, FEBEM,  Favela naval, atentados aos PM em 2006 vivi e estive em todas as ocasiões. Em Campinas, fiz parte do 35º BPM/I e participei de várias ocorrências críticas desde aquelas com reféns a roubos e confrontos [com criminosos]. A vida era voltada totalmente ao serviço policial.


Foi nessa ocasião em que mais sofremos perdas humanas, de estar sempre no limite do bem e do mal. Foi nessa época também que vi, em uma ocorrência, a gratidão de uma pessoa que foi solta quando refém e me surpreendeu a bondade e sinceridade dela em abraçar um PM que nunca viu em agradecimento por ter ajudado sua família


Na PMESP, tive oportunidade de fazer vários cursos, todos operacionais, desde choque, planejamento operacional, estágios, ações táticas etc.


Como é hoje a sensação do dever cumprido e que mensagem deixar às pessoas de bem?


Para mim, ainda sinto que poderia fazer mais. Foco em dar assistência a familiares e outras pessoas para não ficar com tristeza. Muitos nos veem com opiniões diferentes. Seja cobrança, inveja, desconfiança etc., mas quando uma só pessoa nos cumprimenta e comenta algo que ajudamos, não há ouro ou valores que paguem essa alegria no coração.

 

[Entrevista feita por Vanderlei de Lima].

Comentários

  1. Parabéns Rocha por ter concluído a carreira com saúde física e mental

    "Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé"
    Timóteo 4:7-8

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